O Monstro

Ai ai ai!
Me senti mal ontem
huehuehueheuheu
As aulas do Bruno de Literatura sempre me inspiram. Ele faz vc ter uma vontade louca de ler. Fala da literatura com tanta paixão que... transmite isso pra você.
É incrivel!
Achei esse dias lá em casa o conto "O Monstro" do livro com o mesmo título de Sérgio San'tanna.
Fui ler e... Achei super foda! rs*
O livro fala de um filosofo (Antenor) que junto com sua amante (Marieta) cometem um homicídio seguido de um estupro. A vítima era uma jovem radiante (Frederica) com uma deficiência visual grave.
E o conto é uma entrevista que o acusado dá pra uma revista, afim de esclarecer os fatos desde o por quê de ter se entragado até o motivo de estar ali consedindo a entrevista.
O Bruno já havia falado que o San'tanna era mestre em juntar o grotesco com o sublime, e foi isso que eu senti. Fiquei maravilhada com a descrição do crime pelo Antenor.
Como uma coisa tão cruel pôde ter se tornado tão bonito de se ler?!
Já tinha lido outro conto do livro (A carta), mas isso foi há alguns anos, e não vi a profundidade do autor, pra mim o conto "A Carta" era só um livrinho com tiradas eróticas, lembro-me até de ter ficado um pouco excitada.Mas não tinha percebido que era muito mais que um livro.
Aquilo era mais que sexo, e no conto "O Monstro" é mais que um simples assassinato, não fala de um crime ou de sexo, ou de desejos, ou de fantasias, fala da complexidade da mente humana.
Até que ponto uma pessoa pode ir.
Realmente eu fiquei maravilhada.
E pensei: "Eu sou doida?"
Ah!! Acho que não!
Tá certo que uma vez ou outra vc que esganar alguém e/ou algo que te reprime, tal como a sociedade, ou os representantes dela (politícos;p).
Mas isso não me dá vontade de sair por aí metralhando todo mundo.
O Bruno disse que depois de ler o conto, sentiu-se mal por 3 horas. Daí eu fui dizer qual foi o meu sentimento. A reação que eu esperava dele era outra, não queria que ele concordasse comigo, cada um tem a sua forma, a sua epóca, e a sua realidade, de como enxergar um livro.
É como ver um filme em epócas diferente de sua vida, você vê uma vez e por exemplo, o filme pode te deixar emocionada, e se ver depois... você pode não ficar emocionada.
Ou então como Hegel diz, você nunca se banha nas águas de um mesmo rio. O rio nunca vai ser o mesmo, você nunca vai ser o mesmo.
Deve ser por isso que ele soltou um "Oh! My God!!!" quando eu disse que tinha achado tudo lindo e brilhante. Ele não deve entender a realidade que eu estou no momento. Aliás, nem eu mesmo sei qual realidade é essa.Rs*
Só sei que eu achei o Sérgio San'tanna foda é quero ler mais dele.
Ah! O Bruno disse que há no Livro uma referencia à filmes NOIR (fala Noá). Os melhores geralmente são em preto e branco, falam de violência, assassinatos, sedução, erotismo, desejos. Alguns exemplos mais novos são: "Sin City" e "Dália Negra"
Não vi nenhum dos dois.
No livro também faz referencia ao JAZZ
Como o Bruno mesmo disse, acho que vou dar prazer aos meus ouvidos e começar a ouvir JAZZ.
Chet Baker, talvez.

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